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ARACAJU – Paraiso nordestino
10/02/2020 15:49 em Coluna do Cordel

Autor: Ivaldo Batista

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Peço ao povo brasileiro 

Um pouco de atenção

Ouçam o que vou dizer

A respeito desse chão

Trato dele sem tabu

Falo de Aracaju

Para todo cidadão.

 

Aracaju meu torrão

Minha divina cidade

Como é bom viver em ti

Tenho tanta afinidade

Creio que ninguém duvida

Da qualidade de vida

Descobri que é verdade.

 

Tive a felicidade

Tantas vezes eu fui lá

E sempre meu coração

Me disse para ficar

Amo a tranquilidade

A paz e a liberdade

Que temos nesse lugar.

 

Lá quem resolveu morar

Escolheu melhor destino

Cidade cheia de charme

Paraíso nordestino

É assim que eu lhe chamo

E nesse cordel declamo

E assim eu vaticino.

 

É assim que eu declino

Dilene nobre guerreira

Cidadã nesse torrão

Rincão de Jabes Nogueira

Aracaju mostra a cara

Com sua beleza rara

E sua gente festeira.

 

Vou lá de toda maneira

Filmar e digo a vocês

Das vezes que visitei

Lembro a primeira vez

Aracaju é da gente

Eu era adolescente

Na idade dezesseis.

 

No ano oitenta e três (1983)

Ao fim dos anos oitenta

Na PIB Aracaju

nossa vivência aumenta

conheci na mocidade

Vim muito nesta cidade

A vida nos acrescenta.

 

A gente assim documenta

Comenta para mostrar

Temos com Aracaju

Muita coisa pra contar

Memorial e memória

Eu tenho tanta história

Fatos pra compartilhar.

 

Eu gosto de estudar

A cidade e fazer

Descrever tudo em versos

E deixar o povo ler

Nesse cordel se decanta

Aracaju nos encanta

Eu vim provar a você.

 

Cantada por Agepê

Quero aqui recordar

Aracaju minha amada

Não para de inspirar

Foi cantada por Caetano

Quem é aracajuano

É claro que vai lembrar.

 

Mais tarde vou me aprontar

Pensando fazer a farra

Vou na coroa do meio

Ponte Aracaju-barra

Na curva da beira mar

E por lá quero encontrar

Com essa gente de garra.

 

Aracaju nos agarra

Venho aqui todo ano

Nesse pedaço de céu

Ver este povo urbano

Aqui me sinto feliz

Nesse cordel que eu fiz

Me sinto aracajuano.

 

Nesse solo sergipano

Gonzaga foi festejado

Luiz Gonzaga aqui

Ano passado lembrado

O cantor lá de Exu

Aqui em Aracaju

Foi muito homenageado.

 

Seu nome aqui é falado

Divulgado ao povão

Na Rádio o Paulo Correia

Faz sempre divulgação

Esse aracajuano

Um grande gonzaguiano

Está aqui em ação.

 

Gonzaga Rei do baião

Veio a Sergipe afinal

Tantas vezes no Estado

E também na capital

Lembro a inauguração

Do estádio Batistão

O campo estadual.

 

Estadual Lourival

Batista inaugurado

No ano sessenta e nove (1969)

Nove de julho é datado

Cantou  A, E, I ,O, U

Exaltou Aracaju

Sergipe foi decantado.

 

Compositores do Estado

Gravados por Gonzagão

Paulo Dantas, José Roy

Amâncio Cardoso então

E o hino do Hugo Costa

Gonzaga canta e gosta

Deu linda interpretação.

 

Ainda o Rei do Baião

Xico Nóbrega mostrou

Da relação com Sergipe

Ele até me provou

Cantou de Angico a praia

O petróleo e Atalaia

Luiz Gonzaga exaltou.

 

Sergipe que te estudou

Viu arara viu caju

Relatou essa história

Disposta em um menu

Estudei essa cidade

Com essa autoridade

O xico é um guru.

 

Onde fica Aracaju

Clodomir Silva provou

Foi cacique Serigy

Que nessas terras habitou

Entre os rios bem feliz

Sergipe e Vaza-barris

Área onde comandou.

 

Cristóvão Barros atacou

E dominou este chão

Vencendo o Serigy

E Siriri seu irmão

Era janeiro o mês

E o trono português

Fez esta dominação.

 

Ai nessa ocasião

São Cristóvão foi fundada

Mil quinhentos e noventa

E assim anunciada

Logo virou capital

Da província ideal

Por ser bem localizada.

 

Mas a história é mudada

Quando Aracaju nasceu

No ano cinquenta e cinco (1855)

Foi isso que aconteceu

Cidade antes projetada

Planejada e transformada

Foi assim que sucedeu.

 

Foi assim que ocorreu

Uma assembleia elevou

O povoado de Santo

Antônio se projetou

De povoado a cidade

E capital de verdade

Aracaju se tornou.

 

A capital se mudou

Foi assim a transferência

O Seu Inácio Barbosa

Que estava na presidência

Da província disse sim

E o barão do Maruim

Também deu sua anuência.

 

Justifica-se a urgência

Pra essa transformação

A região do açúcar

Crescia em produção

Precisava de estrutura

Era grande a cultura

Precisava escoação.

 

A data de da fundação

Pela lei provincial

É 17 de março

Município e capital

Aracaju conquistou

Garantiu e se mostrou

Como cidade ideal.

 

De beleza sem igual

Um litoral de primeira

Senhora da Conceição

É a sua padroeira

Tenho fé e esperança

Que Sergipe e o Confiança

Levantem essa bandeira.

 

Já vi lá gente romeira

Vi sergipano a pé

Outros pregando o Cristo

O homem de Nazaré

Pastor Natanael Cruz

Esse servo de Jesus

Anunciando a fé.

 

Cristãos filhos de Javé

Fazendo as orações

Na cultura eles retratam

Suas manifestações

Fui lá no museu da gente

Sergipana e vi de frente

Suas ricas tradições.

 

São muitas as criações

Exposições tem demais

Aracaju em Sergipe

Revela um povo que faz

Sua tradição oral

O seu fazer cultural

Está sempre em cartaz.

 

Aracaju tem a paz

Que a gente tanto procura

Nos seus índices eu vejo

Sua boa estrutura

É capital nordestina

Nessa cidade divina

Sinto que a vida é doçura.

 

É expressão da cultura

Tem mulheres na poesia

Com Izabel Nascimento

E toda academia

Sergipana do cordel

Que na rima é fiel

E faz versos todo dia.

 

Isso nos dar alegria

Ao ver essa imensa lista

Eu vi “ Das neves as nuvens”

Tanta mulher cordelista

Vou avisar dessa mina

O informe se destina

A Shirley que é jornalista.

 

Passei ligeiro a vista

Vi tantas belezas mil

Só coisas encantadoras

Sob o céu azul anil

Fui ao 18 do forte

Um bairro da zona norte

Tem um povo varonil.

 

Aracaju é Brasil

É Nordeste encantador

É uma cidade bela

Onde Deus nosso Senhor

Em tudo que fez marcou

Assinou e carimbou

Capricho do criador.

 

Essa gente de valor

Acredita no que faz

Inspirou-se em Salvador

Ao ver os seus orixás

No dique do Tororó

Rio Sergipe é o ó

E o sergipano é de paz.

 

Foi há dois anos atrás

Em pleno aniversario

O governo inaugurou

Esse bonito cenário

Que homenagem bacana

Para gente sergipana

Que está no imaginário.

 

Os personagens lendários

Passando na orla eu vi

O reisado e São Gonçalo

Chegança e Cacumbi

Taieira e bacamarteiro

Um retrato brasileiro

No largo da gente ali.

 

Ali também percebi

Apesar de ser intruso

Olhei o barco de fogo

Fiz self com parafuso

Lambe-sujo e caboclinho

Inclui-me neste ninho

Sou personagem incluso.

 

Nesse cordel que conduzo

Eu procuro registrar

As belezas da cidade

Os encantos do lugar

Um pedacinho do céu

Do Nordeste um troféu

Que Deus decidiu nos dar.

 

Vem comigo viajar

Vem provar cada momento

Aracaju tem belezas

Vista lá do firmamento

Deus primeiro começou

E o homem continuou

Fazendo investimento.

 

No cordel eu apresento

Lugares pra você ir

De barco vá passear

Viver e se divertir

Na ilha dos namorados

Nas redes ali deitados

Pra descansar ou dormir.

 

Aracaju vem curtir

Realizar teu desejo

Ver belezas naturais

Passear no caranguejo

Venha para o litoral

Ver que lindo visual

Da cidade que cortejo.

 

Lugar calmo que almejo

Por sua tranquilidade

Descobri Aracaju

Em ti a felicidade

Eu gosto de tua praia

A orla de Atalaia

Inspira vitalidade.

 

Eu amo essa cidade

Quando vou lá eu ensaio

Quero ficar e morar

Fico triste quando saio

Essa terra é minha cara

Me sinto caju, arara

Ou caju e papagaio.

 

Vou pra lá de março a maio

Passo pelo menos um mês

Na terra do meu amigo

Eduardo da Mercês

A Deus do céu vou pedir

E se ele permitir

Eu vou morar lá de vez.

 

Da cidade sou freguês

Nunca vou me despedir

Eu saio mas volto logo

Daqui não quero partir

Aracaju meu torrão

Te amo de coração

Por isso não vou sair.

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