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SURUBIM – Capital da vaquejada
Autor: Ivaldo Batista
Publicado em 20/08/2026 09:01 • Atualizado 20/08/2026 09:04
Coluna do Cordel

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Autor: Ivaldo Batista

 

Convido todos os amigos

Vamos pegar essa estrada

Nos versos deste cordel

Pra ir nesta terra amada

E lá ouvir o clarim

Bem vindos à Surubim

Capital da vaquejada.

 

Eu avisto na chegada

Um bonito monumento

Curioso perguntei

Para ter conhecimento

Pra ensina com responsa

Sobre o boi e a onça

Tive esclarecimento. 

 

Surubim tem nascimento 

D`uma fazenda de gado 

No século dezenove

Conforme está registrado

Seu nome sei como foi

Era o nome de um boi

Surubim denominado.

 

O boi com couro pintado

Qual um peixe Surubim

Por isso na região

Era chamado assim

Uma onça o devorou

A lenda assim chegou

Conto tim tim por tim.

 

Tal história veio a mim

Questão de crenças e fé

Este lugar foi crescendo

E hoje é o que é 

O progresso foi notório

Em torno de um oratório

Dedicado ao São José. 

 

O toyoteiro Zezé

Já havia me contado

Que a cidade nasceu

Por decreto do Estado

ESTÁCIO governador

Do decreto foi autor

SURUBIM emancipado.

 

Tudo isto está datado

Onze do nove ocorreu

No ano de Vinte e Oito (1928)

Surubim então nasceu

Coronel DÍDIMO CARNEIRO 

DA CUNHA foi o primeiro

Prefeito que apareceu. 

 

Vive hoje um apogeu

A população local

Tal torrão pernambucano

Agreste setentrional

Do alto Capibaribe

Onde o Borborema exibe

Este orgulho nacional.

 

Neste ano triunfal

Teremos celebração

São Noventa e oito anos (98)

Terá comemoração

Dia onze de setembro 

Ao surubinense eu lembro

O niver do seu torrão. 

 

Quem tiver a intenção

De conhecer o local

É somente cento e trinta 

KM da capital

Vá neste interior

Seu povo é acolhedor

Tá sempre de alto astral.

 

O acesso principal

De Recife a Surubim

Pela Quatro Zero Oito

E PE Noventa assim

Você pode aqui chegar

Daqui pode passear

Noutras cidades em fim.

 

É perto de Bom Jardim

Orobó e Umbuzeiro 

Santa Cruz e Toritama

Carpina e Limoeiro

Isto é só um palpite

Mas Surubim faz limite

Vou te contar bem ligeiro.

 

Salgadinho e Limoeiro

E João Alfredo ao Leste

Maria do Cambucá

Frei Miguelinho a Oeste

Vertente do Lério ao Norte

Casinhas não é tão forte

Na área faça o teste.

 

Continuando no agreste

Ao Sul temos Cumaru

Também Riacho das Almas

Encerro aqui este angu

Não faz limite por certo

Mas todos sabem que é perto

Pra ir à Caruaru.

 

De Pirauá vejo tu

Surubim vi o que pude

Com Três nove quatro metros (394)

Eu sei da tua altitude

Como bom pernambucano

Dessa terra me ufano

Por toda magnitude. 

 

Sou poeta de atitude

Por tuas terras andei

La na praça dos cavalos

Parei e admirei

Nessa terra tem cultura

Maravilhosa escultura

Pode crer que eu amei. 

 

No passado viajei

Lembrei do Mestre CAPIBA

Que deixou esse torrão

E seguiu pra Paraíba

Depois foi para Recife

Capiba teve cacife

No frevo foi lá pra riba.

 

Que Surubim sempre exiba

O seu valor regional

E a sua importância

No cenário nacional

Com orgulho da terrinha

Onde nasceu o “CHACRINHA”

Um cidadão genial.

 

Seu programa alto astral

Cativava o brasileiro

Ajudou tantos talentos

Foi um grande marqueteiro

Quando morei em CARPINA

Vi e lembro da buzina

Do grande “Velho guerreiro”.

 

Lembro do mês fevereiro

De Recife e o Carnaval

Ouvi tantos frevos lindos

Do sertão ao litoral

Em CAPIBA logo penso

O compositor Lourenço

Brilhou lá na capital.

 

A lembrança atual

Mais recente que eu teria

Vou compartilhar com o mundo

Surubim, lembra “MARIA

TAPIOCA” nordestina

Saborosa e divina

Defino essa iguaria. 

 

Eu que provei certo dia

Em Surubim lá na feira

Êita tapioca boa

Que eu gostei de primeira

Aqui não vou contar causos

Mas até “VOTO DE APLAUSOS”

Teve a tapioqueira.

 

Foi nesta terra altaneira

O poder legislador

Com LUCIANO MEDEIROS

O “BOMBA” vereador

Concedeu a honraria

Reconheceu em Maria

Seus dez anos de labor.

 

Terra do pesquisador

Escritor e jornalista

Torrão de Fernando Guerra

José Claudio é outro artista

Autor Antônio Ferreira

Cabral tem sua cadeira

Como memorialista.

 

Orlando é bom letrista

Não citarei os demais

Citamos outro escritor

Sobre tradições locais

É um grande patrimônio

Escritor Luiz Antônio

Está entre os imortais.

 

Surubim tem muito mais

As vezes a cidade lota

Me falou bem vaidoso

Zeca e seu amigo Tota

Sempre que vir passear

Aconselho contratar

Pra viajar de Toyota. 

 

O chofer sabe a rota

Pra fazer toda excursão

Você vai pra onde quer

Até fazer oração

Na Paróquia São José

Também da pra ir a pé

Lá na São Sebastião. 

 

Surubim tem tradição

É forte o ciclo junino

E as grandes vaquejadas

No PARQUE JOTA GALDINO

Mais uma paixão local

Veja o lado cultural

No Parque dos Severinos.

 

Surubim ouvi teu hino

Feito por Jessé Cabral

E por Joarez Assis

Melodia sem igual

Valorizando a riqueza

Na poesia que beleza

Comparado a um musical.

 

Sua tradição local

Tem festa de São João

Petronilo Mamulengo

Mas destaco a tradição

CAPITAL DA VAQUEJADA

Onde foi realizada

A primeira da nação.

 

Aqui a população

É Sessenta e oito mil (68 mil)

Com mais de cem mil turistas

Vindos de todo o Brasil

Alguns do exterior

Todos sabem do valor

Quem já esteve aqui viu.

 

O poeta reuniu

Lá na praça dos cavalos

Uma dúzia de pessoas

Falei lá e aqui falo

Sem estalo de chicote

Foi lá que pensei no mote

Surubim sou teu vassalo.

 

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